Afinal, o que é o amor e quantos tipos de amor existem?
- Márcio Schitini

- 5 de abr. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 7 de out. de 2021

E nós só temos vislumbres dele. Ouvi uma pessoa dizer numa LIVE que existem vários tipos de AMOR. E passou a enumerar vários deles, aos quais – por puro desamor, confesso – acabei não prestando atenção. De fato, passamos nesta jornada por vários ENSAIOS PARA A PRENDER A AMAR. Assim que eu definiria esses “tipos de amor” aos quais a LIVE se referiu. Parece nome de novela, mas não deixa de ser uma trama na qual somos atores.
Pela nossa trajetória, vamos exercendo papéis que nos dão a oportunidade de evoluir, de mudar de patamar e contracenar com outras personagens, que – no natural fluxo interminável de aprendizagem − vão nos proporcionando outras oportunidades e, assim, gradativamente, ampliarmos a nossa noção do que é o AMOR.
No papel de pais, temos a chance de aprender a amar nossos filhos; como filhos, há a oportunidade de amarmos nossos pais. E é no seio de nossa família que começamos a dar os primeiros passos para incorporar a noção básica de amor, embora nem sempre aprendamos. Depois, convivemos com amigos, vizinhos, professores e toda sorte de gente, que − por confrontar aquilo que temos de mais rudimentar em nosso EGO – são como MESTRES, que apontam aquilo em que precisamos nos aperfeiçoar.
Somos muito imaturos para entender o AMOR. Como disse, temos vislumbres em momentos raros de felicidade, quando olhamos para alguém e sentimo-nos completos por alguns instantes. Mas logo passa. Basta que sejamos contrariados, que aquele “amor” desaparece. Mas esse é o caminho. Não existe um outro jeito de aprender. A noção de que SOMOS TODOS UM ainda está longe de ser posta em prática neste planeta.
Quantas pessoas fazem festas clandestinas, deixam de usar máscara, não se previnem em situações potencialmente perigosas de contágio em plena pandemia? Se efetivamente amássemos o próximo, jamais agiríamos de maneira tão egoísta. Somos impulsionados pelos nossos instintos animais de sobrevivência. Primeiro eu, depois os meus filhos e, quem sabe, se sobrar, os meus vizinhos... e assim por diante.
Afinal, o que é o AMOR?
No meu livro, “CRIAÇÃO PELA INSPIRAÇÃO - Aprenda técnicas que lhe permitirão criar pela inspiração e desfrute das três chaves para a sua felicidade”, debrucei-me sobre a difícil tarefa de falar sobre o AMOR. Encontrei, então, na carta que Paulo Apóstolo enviou aos cristãos de Corinto, na Grécia, algumas respostas. Nesse lindo poema, ele define de várias formas o AMOR, profetizando que, embora ainda não tenhamos condições de conhecê-lo, um dia o veremos face a face.
Paulo deixa claro que só conheceremos o AMOR quando nos despirmos das limitações de nosso Ego (inveja, ira, orgulho etc.) a partir do autoconhecimento (“Agora nós vemos como se estivéssemos olhando para um espelho escuro. Mas, quando a perfeição vier, então veremos claramente”). Dessa forma, poderemos afirmar que o AMOR é algo inerente a todos nós, seres humanos, faz parte da nossa essência.
Então, o que nos impede de reconhecê-lo? São nossas limitações mentais, que ainda nos prendem ao medo. Temos medo de errar, de crescer, de nos posicionar, de assumir nossa identidade, de parecermos vulneráveis, pois crescemos lutando para nos encaixar numa sociedade quadrada e castradora. Por isso, pode-se afirmar que ONDE HÁ MEDO NÃO HÁ AMOR; por conseguinte, nem LIBERDADE.
Na relação com os nossos desafetos está a verdade sobre nós. Quando julgamos alguém, estamos, de fato, julgando a nós mesmos. Por isso, o Mestre de Nazaré deixa claro que devemos AMAR AO PRÓXIMO COMO A NÓS MESMOS. Apontamos no outro aquilo que incomoda em nós. Pare e reflita quando sentir-se chateado com alguém! Pergunte-se: “O que me leva a esse sentimento?” Tal reflexão é um primeiro passo para entender que somos os responsáveis por aquilo que sentimos.
Se quisermos realmente aprender a amar, precisamos nos embrenhar na mata densa do nosso subconsciente para abrir caminhos para a cura. É nossa obrigação no papel de ser humano sermos melhores no nosso tempo. Assim, nosso AMOR vai se estender a mais e mais pessoas, ao nosso planeta e, quem sabe, daqui a alguns milênios, torne-se um AMOR UNIVERSAL.
Não! Não há vários tipos de AMOR. Não se pode relativizá-lo. O AMOR é incondicional. Ele não julga, não mede, apenas É. No nosso grau de evolução, devemos ir aos ensaios que a vida nos proporciona e aprender ao máximo. Mas, acima de qualquer classificação que queiramos dar ao AMOR – precisamos nos comprometer a sermos melhores. Somente dessa forma olharemos para o próximo com AMOR INCONDICIONAL, pois projetaremos nele o AMOR que está dentro de nós.

Sobre o autor:
Professor, Neuroeducador, Master Practitioner em PNL e Coaching de vida –é fundador, junto de sua esposa, Sílvia Reze,
do Instituto Recomece.





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